A ortodontia evoluiu muito nas últimas décadas. As pesquisas com novos materiais mais resistentes, estéticos e biocompatíveis fez surgir no mercado aparelhos muito mais confortáveis e com melhor aparência. A indústria atendeu sobretudo aos apelos dos adultos, que começaram a frequentar cada vez mais as clínicas de Ortodontia.

No entanto, mais importante que o tipo de aparelho é a capacidade técnica, o conhecimento e a experiência do profissional. O sucesso no tratamento vai depender sobretudo de um correto diagnóstico e plano de tratamento, que são definidos pelo ortodontista. Ele deve conhecer todos os recursos à sua disposição e assim estará apto a orientar o paciente sobre os aparelhos disponíveis no mercado. Explicará as vantagens e desvantagens de cada opção e ao final, a decisão poderá ser tomada em conjunto com o paciente de forma segura e consciente.

A evolução dos aparelhos e a incorporação de novas técnicas e novos recursos aos aparelhos já existentes aumentou muito o número de casos que podem ser tratados sem extrações dentárias, permitiu fechar totalmente espaços de dentes ausentes evitando a colocação de próteses ou implantes e também executar movimentos dentários que antes não eram viáveis.

Conhecendo melhor o seu aparelho fixo

O sistema de correção com aparelhos fixos é composto por várias peças: brackets e tubos, anéis (ou bandas), fios (ou arcos), botões, ganchos, molas e elásticos. Os brackets e os tubos são colados às superfícies dos dentes com resina (parecida com a que é utilizada para fazer restaurações dentárias, só que mais fluida) ou com cimento de ionômero de vidro. Cada peça é colada em um local específico da face vestibular de cada dente, com altura, angulação e inclinação adequadas, de acordo com a prescrição de fábrica e com o planejamento do caso. Pode-se colar um a um (colagem direta) ou vários ao mesmo tempo (colagem indireta).

Os brackets podem ser confeccionados com vários tipos de material. Os metálicos podem ser feitos em aço inoxidável, ligas de ouro ou cromo-cobalto (sem níquel). São mais resistentes e apresentam espessura menor, sendo, portanto mais confortáveis. E os estéticos, que tornaram os aparelhos menos visíveis, podem ser feitos em policarbonato (plástico), porcelana policristalina ou porcelana monocristalina (também chamado de cristal de safira). Os de policarbonato podem sofrer mais deformação e podem manchar. Os de porcelana não sofrem alteração de cor. Os policristalinos tem uma cor mais perolizada e sofrem fraturas com mais facilidade. Os monocristalinos são bem transparentes e mais resistentes que os policristalinos.

Vídeo das partes constituintes do aparelho fixo

Vídeo de colagem direta de brackets metálicos

Vídeo de amarração elástica do aparelho estético

Os anéis ou bandas ortodônticas recebem um acessório soldado e depois são cimentados em dentes específicos. O ortodontista usa esse recurso quando precisa de uma maior resistência da peça, para que não fique se descolando. É usado geralmente nos dentes de trás (molares ou pré-molares). O cimento utilizado é o de ionômero de vidro, que é capaz de liberar flúor gradualmente sobre a superfície dentária, ajudando a evitar o aparecimento de cáries ou manchas brancas.

Os fios ortodônticos ou arcos são amarrados com fios metálicos ou com elásticos aos brackets para que a força seja aplicada e o dente possa se mover. Existem inúmeros tipos de fios, confeccionados com diversas ligas metálicas, com as mais variadas espessuras e diferentes coeficientes de elasticidade. O profissional escolhe a sequência de arcos que mais lhe convier, de acordo com sua filosofia de trabalho e com as necessidades do tratamento.

Botões, ganchos, molas e elásticos fazem parte do arsenal do ortodontista, mas nem todo paciente precisará usá-los. A parte “colorida” dos aparelhos são os elásticos, que servem não só para amarrar os fios aos brackets como também para puxar um ou mais dentes.

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