Pacientes adultos com severas displasias esqueléticas como: mordidas abertas, Classe II (falta de queixo) e Classe III (excesso de queixo), assimetrias faciais bem evidentes (desvio do queixo para um dos lados) e exposição exagerada de gengiva ao sorrir, podem precisar de um tratamento onde ortodontia e cirurgia ortognática estão associadas. Para serem candidatos ao tratamento orto-cirúrgico, além da grave desarmonia esquelética, os pacientes devem ter uma queixa de insatisfação com relação à sua aparência facial. Porém, em alguns casos, pode não existir uma queixa facial importante, mas limitações biológicas que impedem a realização da movimentação dentária necessária para a correção do problema oclusal (relacionamento entre as arcadas dentárias) justificariam a cirurgia.

A literatura tem mostrado que na imensa maioria dos casos, a causa dessas desarmonias severas tem origem genética. São resultantes do crescimento e desenvolvimento anormal dos ossos da face. Sendo assim, por serem de natureza esquelética e genética, muitas vezes não se pode tratar, mesmo se ainda criança, somente através de aparelhos ortopédicos e ortodônticos. Tais tratamentos não teriam o poder de alterar uma informação genética prevalente ou de mudar drasticamente a posição das bases ósseas.

Para o sucesso dos casos orto-cirúrgicos, é necessário um trabalho em equipe. Ortodontista, cirurgião buco-maxilo-facial (uma especialidade da odontologia) e muitas vezes fonoaudiólogos, fisioterapeutas e psicólogos.
O papel do ortodontista é preparar o caso através da movimentação dentária com aparelho fixo, com o objetivo de possibilitar e aperfeiçoar a movimentação óssea realizada pelo cirurgião. As cirurgias podem ser feitas ao início ou durante o tratamento, dependendo do planejamento feito pelos profissionais com a anuência do paciente. O paciente permanece com o aparelho fixo durante e após a cirurgia quando, finalmente, o ortodontista pode finalizar o caso fazendo os ajustes que estabelecerão a intercuspidação dentária ideal visando à estabilidade do caso.

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