Tratamento da Classe II

As más oclusões Classe II são aquelas nas quais os dentes superiores estão mais para frente do que deveriam ou os inferiores bem mais para trás do que deveriam, ou ainda as duas situações ocorrem juntas. A causa pode ser apenas dentária ou envolver também a parte óssea e geralmente tem uma característica genética.

O tratamento correto requer um diagnóstico preciso que vai ter que avaliar a origem do problema e as consequências para dentes, ossos e tecidos moles (perfil facial). Ele pode envolver o uso de aparelhos ortopédicos se houver crescimento, movimentações dentárias com ou sem a ajuda de aparelhos extras bucais ou ancoragem esquelética, ou ainda cirurgias ortognáticas no caso de discrepâncias esqueléticas severas em pacientes adultos.

Aparelhos ortopédicos funcionais (Bionator)

São aparelhos removíveis que, usados por pacientes em crescimento, estimulam uma aceleração do crescimento mandibular naqueles casos onde a mandíbula (arcada inferior) está bem para trás em relação à maxila (arcada superior). Este aparelho deve ser usado dia e noite por um período mais longo (1 a 2 anos). Durante as consultas de avaliação, o profissional pode ir fazendo pequenos ajustes no aparelho para facilitar a obtenção dos objetivos propostos.
Geralmente não causam desconforto, a não ser uma leve dificuldade para falar e o excesso na produção de saliva após a instalação do aparelho, mas que rapidamente melhora. A maior dificuldade no uso desses aparelhos é a disciplina para usá-los da forma adequada e para não perdê-los.

bionator

Aparelho Bionator para estimular crescimento de mandíbula

Aparelhos extra bucais – geralmente indicados para pacientes que ainda tem potencial de crescimento, pois permitem redirecionar o padrão de crescimento da maxila em pacientes com má oclusão classe II. São removíveis e devem ser fixados em tubos presentes nos acessórios ortodônticos dos primeiros molares superiores, podendo ser usados associados ou não ao aparelho fixo convencional. Recomenda-se que sejam usados por no mínimo 10 a 12 horas ao dia, de preferência ao dormir, pois são muito visíveis para se usar durante o dia.

Esses aparelhos foram reintroduzidos na Ortodontia por Kloehn em 1957, mas ainda são os mais eficientes e que apresentam os menores efeitos colaterais para o tratamento da Classe II em crescimento, quando se deseja controlar o crescimento horizontal da maxila e ainda levar os dentes superiores para trás ao mesmo tempo. Existem na literatura ortodôntica milhares de pesquisas que dão amplo embasamento científico para o seu uso.

Existem basicamente três tipos de puxadas para esse aparelho: cervical, combinada ou alta. A decisão sobre o modelo a ser empregado vai ser tomada pelo ortodontista, baseado no problema a ser tratado e no padrão de crescimento facial do paciente.

Puxada cervical – é o mais discreto. Indicado para os casos onde não há preocupação com o aspecto vertical excessivo da face do paciente, por exemplo, em casos de mordidas profundas.

Puxada alta (High pull) é indicado nos casos onde o profissional precisa controlar o crescimento vertical excessivo da face do paciente, para evitar que ela fique muito longa ou que haja o aparecimento de sorriso gengival (exposição acentuada de gengiva ao sorrir), por exemplo, em casos de mordidas abertas.

– Puxada combinada – quando se deseja um vetor de força mais horizontal, nem tanto para baixo nem tanto para cima.

Aparelhos fixos para protração da mandíbula – Outro recurso interessante para os pacientes portadores de má oclusão Classe II com deficiência de mandíbula (ou seja, a mandíbula é pequena ou está posicionada muito para trás), são os aparelhos que fazem a protração da mandíbula. Esses dispositivos podem ser usados de forma isolada ou pode ser fixado ao aparelho fixo convencional.

A principal função deles é manter a mandíbula posicionada mais para frente. Nessa posição “artificialmente” corrigida, há um estímulo para o crescimento ósseo na área dos côndilos mandibulares e ao final de alguns meses de uso, dependendo do potencial de crescimento do paciente, a correção pode se tornar definitiva. A magnitude da força que empurra a mandíbula para frente e a quantidade de avanço da mesma são determinados pelo ortodontista. Geralmente são aparelhos de fácil adaptação, mas qualquer incômodo maior na região das articulações temporomandibulares deve ser informado ao profissional. Exemplos de aparelhos de protração de mandíbula: Herbst, Forsus, APM, Jones Jig, Jusper Jump, etc.

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