Mordidas abertas ocorrem quando não há um contato entre os dentes superiores e inferiores ao morder. Ou seja, não há um trespasse vertical entre eles. Pode ocorrer tanto nos dentes de trás quanto nos da frente.

Grade-palatina-fixa-alterada

Grade palatina removível


Grades palatinas –
 podem ser fixas ou removíveis. São indicadas para os casos de mordidas abertas anteriores, onde os dentes superiores na região anterior não tem contato com os dentes inferiores. Na maioria das vezes há a presença de um hábito nocivo associado, tal como sucção de dedo, chupeta ou interposição de língua durante o repouso, fala ou deglutição. Cabe ao ortodontista fazer o diagnóstico e sugerir alternativas de tratamento, que podem incluir a grade ou algum outro dispositivo ortodôntico. Também pode ser necessária a participação de outros profissionais no tratamento, como psicólogos, fonoaudiólogos, alergistas ou otorrinos.
As grades são facilmente aceitas pelos pacientes mais novos, porém levam a alterações na fala e em alguns casos dificultam um pouco na alimentação. Devem ser usadas por um período mínimo de seis meses, idealmente um ano. No caso de interposições linguais indevidas, as grades não atuam como reeducadoras, mas apenas como um bloqueio mecânico que obstrui a passagem da língua. Existem outros dispositivos que se propõem a reeducar a postura de língua.
A escolha entre uma grade fixa (que não depende da colaboração do paciente) ou uma removível (que depende da colaboração do paciente) fica a critério do profissional e dos pais da criança.

Esporões – é um mecanismo bem eficiente para reeducação da postura de língua durante o repouso ou a deglutição. Trata-se de pequenas pontas ativas metálicas afiadas, instaladas em locais estratégicos definidos pelo profissional, por onde não se quer a presença da língua. Desta forma podem ser direcionadas para baixo (quando a língua repousa no assoalho bucal ou pressiona a face palatina de dentes inferiores anteriores), para trás numa direção bem horizontal (quando a língua exerce pressão sobre a face palatina dos dentes anteriores superiores e inferiores) ou para o alto (quando a língua pressiona a face palatina dos dentes anteriores superiores). Há ainda a possibilidade de colocá-los nas regiões laterais da cavidade bucal, nos casos de mordidas abertas posteriores causadas pela posição inadequada da língua, que se espalha sobre a face oclusal dos dentes posteriores.

Eles podem ser soldados em um arco lingual (quando são instalados na arcada inferior) ou em uma espécie de barra transpalatina mais anteriorizada (quando são instalados na arcada superior). Ambas são eficientes e o critério de escolha fica por conta do profissional.

O tempo de uso mínimo recomendado pelos pesquisadores é de 6 meses, e o ideal é um ano.
Inicialmente o paciente pode apresentar alguma dificuldade com a adaptação, principalmente pelas alterações na fonação e na deglutição, bem como pelas marcas que as pontas podem deixar na língua se a pressão exercida sobre eles for muito grande. Porém esse incômodo não demora muito a passar e por volta do mês seguinte à instalação, não se observam mais marcas na língua.

O mecanismo de ação desse dispositivo se baseia na sensibilidade dolorosa. Quando a língua se coloca numa posição inadequada, entra em contato com as pontas ativas afiadas, e o paciente sente o incômodo na hora. Através de estímulos nociceptivos, essa informação é transmitida ao sistema nervoso central. Imediatamente, estímulos mecânicos partem de lá, com uma mensagem para a língua se recolher e procurar outro local para repouso ou posicionamento. E assim o processo reeducativo vai se consolidando até que essa nova postura lingual seja adquirida automaticamente.

Aparelhos de tração extra bucal (puxada alta ou mentoneiras verticais) – podem ser importantes auxiliares no tratamento das mordidas abertas em pacientes em crescimento. Podem ser usados concomitantemente ao uso dos aparelhos fixos convencionais. Devido ao aspecto estético do extra bucal puxada alta e da mentoneira vertical, pois são utilizados por fora da boca, se preconiza que sejam usados apenas em casa, durante o dia e à noite para dormir. Os pacientes se adaptam de uma forma muito rápida a eles. O tempo de uso varia caso a caso.

Com ajuda da ancoragem esquelética – atualmente o tratamento das mordidas abertas anteriores tem outro recurso bastante eficiente. O ortodontista pode utilizar as mini placas ou os mini-implantes de titânio como ancoragem para intruir os dentes posteriores e desta maneira fechar a mordida na região anterior. A força para esse movimento é feita através de elásticos ou molas, e deve ser bem controlada pelo profissional, pois forças excessivas podem ser prejudiciais às raízes dos dentes que estão sendo intruidos.

Com ajuda da cirurgia ortognática – No caso de adultos portadores de mordidas abertas devido a problemas esqueléticos severos, a única alternativa pode ser a cirurgia ortognática. Nesses tratamentos combinados ortodontia/cirurgia, o paciente obtém melhoras estéticas e faciais impactantes. O diagnóstico e planejamento do caso envolvem o ortodontista e o cirurgião buco-maxilo-facial. Geralmente há um preparo ortodôntico prévio, seguido do procedimento cirúrgico propriamente dito e depois o tratamento é finalizado com um refinamento ortodôntico pós-cirurgia.

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